quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

LET THE PEACE OF GOD REIGN (QUE A PAZ DE DEUS REINE) - HILLSONG


Let The Peace of God Reign é uma canção do Hillsong Worship, interpretada e escrita por Darlene Zschechpertencente ao álbum Shout To The Lord, gravado ao vivo em 1995 no Hills Christian Life Center, agora Hillsong Church. A música foi posteriormente regravada em outros idiomas, sendo a versão brasileira interpretada pelo Diante do Trono, em 2000. A letra e a melodia são convites para a renovação da nossa vida espiritual, principalmente em um momento como o fim de ano. 

Gosto muito desse louvor. Passei por muitos fins de ano ouvindo tanto a canção original quanto a versão brasileira. É sempre para mim uma mensagem viva de recomeço, reencontro conosco e com a fome e necessidade espiritual que temos em Deus. É uma oração em forma de canção, que republico em comemoração pelos dez anos desse blog. Até aqui nos ajudou o Senhor. Vem, Senhor Jesus! 

 


Let The Peace Of God Reign
Deixe a Paz de Deus Reinar

Father of life draw me closer
Pai da Vida, me traz pra perto

Lord, my heart is set on you
Senhor, meu coração está em Ti

Let me run the race of time
Deixe-me correr a corrida do tempo

With you life unfolding mine
Com Sua vida manifestando-se na minha

And let the peace of God
E deixe a paz de Deus

Let it reign
Deixe-a reinar

Oh Holy Spirit Lord my comfort
Oh, Santo Espírito do Senhor, meu conforto

Strengthen me hold my head up high
Fortalece-me, mantenha minha cabeça erguida

And I stand upon your truth
E eu permaneço na Sua verdade

Bringing glory unto you
Trazendo glória a Ti

And let the peace of God
E deixe a paz de Deus

Let it reign
Deixe-a reinar

(Chorus) (Côro)

Oh Lord I hunger for more of you
Oh, Senhor, Eu tenho fome de Ti

Rise up within me let me know your truth
Me levante, deixe-me saber Tua verdade

Oh Holy Spirit, saturate my soul
Oh, Santo Espírito, enche minha alma

And let the life of God
E deixe a vida de Deus

Fill me now
Me completar agora

Let your healing power
Deixe Seu poder de cura

Breathe life and make me whole
Exalar vida e me tornar são

And let the peace of God
E deixe a paz de Deus

Let it reign
Deixe-a reinar
   

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

SAUDADE (PEDRO VALENÇA)


Saudade veio sem se convidar, veio sem pedir licença
Fez chorar quando um sorriso meu, parecia tão seguro
Não conhece a diferença entre o rico e o pobre
Ela vem para qualquer um que saiba amar
Não é dor que se aprenda a lidar
Tem sempre a mesma força
O mesmo jeito de me machucar
Esconde-me em teus braços Deus do amor
Dono da alegria eterna, do sorriso, do abraço, dos encontros
Guarda-me eu quero amar sem mais medo de sofrer
Pertencer a um lugar onde a saudade não encontre o caminho
Me deixe em paz
Aprendi a amar o meu irmão
Me acostumei com a companhia
É assim, nossa vida é mais feliz se está perto que se ama
Mas o que ninguém ensina nem no livro nem na escola
É lidar com a dor de ver alguém partir
Eu peço a Deus alguma ajuda, me ensina, ele me diz
Meu filho eu também sofro, mas isso terá um fim
Esconde-me em teus braços Deus do amor
Dono da alegria eterna, do sorriso, do abraço, dos encontros
Guarda-me quero amar sem mais medo de sofrer
Pertencer a um lugar onde a saudade não encontre o caminho
Me deixe em paz




domingo, 29 de outubro de 2017

500 ANOS DA REFORMA PROTESTANTE


"O rápido sucesso de Lutero não pode ser explicado senão pelo encontro entre a consciência de um homem e a consciência de um povo. A questão, então, se torna política e eclesial."

Reforma (1517-2017): os 500 anos depois de Lutero.
Entrevista com Bernard Sesboüé.

Bernard Sesboüé é um teólogo jesuíta universalmente conhecido. Escritor prolífico, é um profundo conhecedor da história da teologia católica e um apaixonado estudioso da Reforma Protestante, da qual, em 2017, serão lembrados os 500 anos do início. A reportagem é de Francesco Strazzari, publicada por Settimana News, em 29 de abril de 2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto, reproduzida no site da universidade jesuíta Unisinos.

Padre Sesboué, o que aconteceu em 1517? Essa data ainda nos diz respeito hoje?
Tomemos os eventos assim como se desdobraram e tentemos captar o seu porte histórico. Perguntemo-nos: como era a Igreja Católica no início do século XVI? Estava em um estado lamentável, tanto que se falava, há muito tempo, da necessidade de uma reforma, que continuava encalhando. Alguns anos antes, em 1510, o Concílio de Latrão V tinha concluído sem ter produzido nada de sério. Mas, do ponto de vista romano, o Concílio estava feito, e não era exatamente o caso de recomeçar. Os abusos eram numerosos e evidentes: corrupção, imoralidade do clero, de onde veio o provérbio napolitano: "Se você quer ir ao inferno, seja padre!", hierarquia episcopal e romana muito pouco edificante etc.

AS HISTÓRIAS DE QUINTINO CUNHA


Quintino Cunha, poeta e advogado nascido em Itapajé-Ce, foi tema de uma produção da TV Assembleia do Ceará. O documentário As Histórias de Quintino Cunha, produzido em 2015, relata com riqueza de detalhes todas as fases da vida do escritor, com testemunho de historiadores, acadêmicos, artistas e descendentes desse rico personagem da cultura cearense. Quintino foi contemporâneo de Euclides da Cunha e chegou a ser amigo de Santos Dumont, mas a sua grande marca foram seus poemas, sua visão bem humorada da vida e sua obstinação para ganhar causas jurídicas:


quarta-feira, 4 de outubro de 2017

RECONHECENDO UM ATAQUE CARDÍACO ANTES DELE ACONTECER


Na sociedade atual, em que o número de obesos aumenta, bem como o consumo de produtos industrializados, ricos em gorduras, açucares e sal, não é incomum que muitos sofram com problemas cardíacos. Ataques cardíacos são um risco real e presente e todo cuidado é necessário para evitá-los.
Segundo o Ministério da Saúde, o infarto do miocárdio é uma das principais causas de morte no Brasil, ocorrendo cerca de 400 mil casos de ataques cardíacos com aproximadamente 70 mil mortes por ano.
E, como quem avisa, amigo é, resolvemos dar algumas dicas fáceis de como saber se você ou alguém próximo está na iminência ou correndo risco de ter um ataque cardíaco.

1. Fadiga

Em outras palavras, aquele cansaço sem causa aparente. Isso acontece por causa do estreitamento das artérias, fazendo com que o coração receba menos sangue do que está acostumado e forçando-o a trabalhar mais que o normal. Por conta disso, a pessoa sente-se cansada e sonolenta o tempo todo.

2. Falta de ar

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Quando o coração bombeia menos sangue, o pulmão tem mais dificuldade de transportar o oxigênio e, consequentemente, há menos oxigênio para si próprio. Ambos os órgãos funcionam em conjunto, logo, se um não funciona bem, o outro também falhará em suas tarefas. Sentir falta de ar sem motivo aparente não é nada bom e deve-se recorrer o mais rápido possível ao médico.

3. Fraqueza

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Quando se sente fraqueza repentina, é porque as artérias não estão permitindo a circulação sanguínea adequada pelo corpo. Os músculos, sem a quantidade necessária de nutrientes e oxigênio transportados pelo sangue, ficam mais fracos, podendo provocar, inclusive, quedas.

4. Tontura e suor frio

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A má circulação do sangue pelo corpo afeta também o cérebro, provocando a sensação de tontura e é comum se sentir desengonçado e desastrado, como uma má coordenação repentina dos movimentos. NUNCA ignore este sintoma, pois sua vida pode estar em risco.

5. Pressão no peito

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Quando se está tendo os sintomas de um princípio de ataque cardíaco, é normal que se sinta (ou que venha se sentindo) dor ou uma pressão do lado esquerdo do peito. A má notícia é que esses sintomas só aumentam até o momento em que o ataque em si ocorra.

6. Ter sintomas de resfriado ou gripe

Esse é um sintoma estranho, mas que pode ocorrer em algumas pessoas. Quando se tem os mesmos sintomas de um resfriado, do nada, pode significar que um ataque cardíaco é iminente. Sabe-se que há pessoas que já se queixaram de ter tido sintomas de resfriado antes dos seus ataques ocorrerem.
Se você ou alguém próximo possui alguns desses sintomas, procure a ajuda médica o mais rápido possível, pois, em muitos casos, é possível que se saia do quadro com nenhuma ou poucas consequências importantes.

Fontes: Extraído do site Tudo Interessante

domingo, 1 de outubro de 2017

TREM BALA (ANA VILELA)




Não é sobre ter todas as pessoas do mundo pra si É sobre saber que em algum lugar, alguém zela por ti É sobre cantar e poder escutar mais do que a própria voz É sobre dançar na chuva de vida que cai sobre nós É saber se sentir infinito Num universo tão vasto e bonito, é saber sonhar Então fazer valer a pena Cada verso daquele poema sobre acreditar Não é sobre chegar no topo do mundo e saber que venceu É sobre escalar e sentir que o caminho te fortaleceu É sobre ser abrigo e também ter morada em outros corações E assim ter amigos contigo em todas as situações A gente não pode ter tudo Qual seria a graça do mundo se fosse assim? Por isso eu prefiro sorrisos E os presentes que a vida trouxe para perto de mim
Não é sobre tudo que o seu dinheiro é capaz de comprar E sim sobre cada momento, sorriso a se compartilhar Também não é sobre correr contra o tempo pra ter sempre mais Porque quando menos se espera, a vida já ficou pra trás Segura teu filho no colo Sorria e abraça os teus pais enquanto estão aqui Que a vida é trem bala, parceiro E a gente é só passageiro prestes a partir
TREM BALA. ANA VILELA.

domingo, 24 de setembro de 2017

SAUDADES DO TÉDIO (PEDRO DORIA)


Há valor no tédio. Não é um conceito com o qual estamos acostumados a lidar, mas há imenso valor. O tédio, na verdade, é fundamental para um número incrível de habilidades humanas, a começar pela criatividade. Sem tédio não há criatividade. E isso é um problema. Porque, cada vez com mais frequência, evitamos o tédio, o momento do nada: a sala de espera do dentista, a fila do caixa, a corrida de táxi. Ou Uber. Até, repare bem, naquele ir do quarto à sala, vacilou, mão ao bolso, pegamos o celular. Só para uma espiadinha.

Este é o tema do livro “Bored and Brilliant”, da jornalista americana Manoush Zomorodi, que foi correspondente da BBC em cantos do mundo como a Sérvia em guerra, a Palestina da Intifada, e a Macedônia negociando sua paz. De correspondente internacional, virou repórter de tecnologia e, na rádio pública americana, passou a assinar um podcast semanal. Chama-se Note to Self. Sua preocupação sempre esteve no convívio com nossas maquininhas. E é saltando de assunto em assunto que esbarrou em sua própria dificuldade de ter ideias novas.

Aí, começou a fazer perguntas.

Quando não fazemos nada, ouviu de um neurocientista após o outro, a cabeça começa a ir embora. Uma memória. Uma vontade. Lentamente um ponto liga ao outro, e entramos num estágio que muita gente chama de sonhar acordado. De fato, é quando consciente e inconsciente se comunicam, relações são feitas, de forma aleatória.

É assim que surge criatividade.

Os momentos do tédio não servem apenas para isto. Este deixar que o cérebro se leve nos permite reviver certos momentos antigos ou recentes e, assim, organizar a história de nossas vidas. Imersos nessas memórias todas, ganhamos compreensão de quem somos. O lembrar de uma discussão e refletir sobre como poderia ter sido diferente, ou então fazer planos futuros, traçar uma estratégia sobre como chegar lá.

O tédio é fundamental para nossas vidas. E tanto smartphones quanto os melhores apps são construídos para preencher os momentos de tédio. Aliás, brinca Manoush, só dois tipos de negociantes chamam seus clientes de usuários. Aqueles que vendem drogas e os outros. Que vendem tecnologia. Pois ponha algumas das mentes mais aguçadas do planeta para resolver o problema de eliminar o tédio e, bem, conseguiremos. Andamos com cada vez menos momentos de tédio.

E andamos exaustos por falta deles.

Não tem solução fácil. Mas a veterana jornalista sugere exercícios para uma semana, cada dia com sua tarefa distinta.

Dia 1. Deixe o celular no bolso. No carro, no metrô, nos momentos em que vai de um ponto ao outro, não toque no celular. Nem para música.

Dia 2. Não tire nenhuma fotografia. Quanto mais jovem, mais difícil.

Dia 3. Apague o app que você usa mais. Pode reinstalar no dia seguinte. Mas, por 24 horas, viva sem.

Dia 4. Por um período de algumas horas, não esteja disponível online. Não responda e-mails, WhatsApps, comentários. De preferência, sequer os veja.

Dia 5. Tente descobrir, no mundo, um detalhe curioso, intrigante, algo que você nunca tinha reparado.

Dias 6 e 7. O mais divertido. Ponha uma panela com água no fogo e assista ferver. Aí, abra sua carteira e faça uma maquete da casa de seus sonhos com o que estiver lá dentro. Notas, moedas, cartões, papeizinhos. Imagine esta casa e faça.

O último exercício foi desenhado pela artista contemporânea Nina Katchadourian. O objetivo é levar qualquer um àquele ponto no qual todos nos distraímos e nos perdemos para, então, estimular o estado do sonhar acordado. É um exercício de criatividade.

Por Pedro Doria. 

Fonte: Estadão

sábado, 9 de setembro de 2017

O MELHOR INVESTIMENTO QUE UM PAI PODE FAZER (ROB PARSONS)


Quem tem filhos pequenos, preste muita atenção ao que vou dizer sobre os adolescentes, para evitar certos problemas. Enquanto eles são pequenos, abrem totalmente o coração para nós. Já o adolescente fala por resmungos. Na infância, eles adoram andar na rua de mãos dadas com o pai. Na adolescência, nem querem que o vejam em sua companhia. Hoje, eles vão dormir por volta de 10:00 horas. Quando forem adolescentes, você poderá ter de ficar acordado até de madrugada, preocupado com eles. No presente, você acha o quarto deles muito bagunçado. Na adolescência, talvez precise tomar uma antitetânica antes de entrar.
Se, por um lado, tudo isso é verdade, por outro é muito provável que, se lhe dispensarmos atenção quando estão com 5, 6 e 7 anos, eles nos escutarão quando tiverem 15, 16 ou até 17.  Lloyd, meu filho, tinha o hábito de entrar comigo no banheiro todos os dias pela manhã, quando eu ia me barbear.
“Pai, me conta uma história enquanto o senhor faz a barba”, dizia.
Criamos um personagem imaginário, de nome “Tommy”, protagonista de grandes aventuras. A de que ele mais gostava era uma em que um garoto brigão ia bater em “Tommy” sem saber que na verdade estava diante era de seu irmão gêmeo, por acaso faixa preta de caratê.
Todas as manhãs, ele me pedia para eu lhe contar uma história. Certo dia, porém, não apareceu mais. Nem mesmo se deu ao trabalho de dizer:
“A propósito, pai, hoje é a última vez que quero ouvir história.” 
Essa fase se encerrou num dia frio de inverno, às 7:00h da manhã.  Era apenas uns instantes que passávamos juntos, e eu lhe contava uma história. Contudo o princípio se aplica a todas as situações da infância. Nesse período, os filhos querem estar conosco. Querem saber o que pensamos. Perguntam coisas que são do interesse deles e escutam o que temos a ensinar-lhes e é importante para nós. Quem melhor ilustrou o fato de que nossas oportunidades de conviver com os filhos na infância são breves demais foi Harry Chapin, que compôs uma música intitulada Cat’s in the cradle(O gatinho está no berço). Nela, ele fala de um garoto que todos os dias pedia ao pai que passasse alguns momentos com ele.
“– Quando é que você volta, papai?
– Não sei, mas a gente vai se ver. E aí vamos nos divertir a valer.”
Mas esse pai é muito ocupado: “Tenho contas a pagar, aviões para pegar.”
E mais adiante, o menino cresce, completa 10 anos, e sempre dizendo:
“– Obrigado pela bola, pai. Vamos lá fora jogar?” 
E o pai continua só prometendo que muito breve eles vão sair juntos. Afinal acontece o inevitável: o garoto se torna adulto. Agora o pai tem bastante tempo para estar na companhia dele, mas a oportunidade passou.
“Outro dia ele chegou da faculdade,
Está mesmo um homem feito, e tive de dizer:
– Filho, estou muito satisfeito com você. Sente-se um pouco aqui.
Ele abanou a cabeça e respondeu sorrindo:
Eu  queria mesmo, pai, é pegar o carro emprestado.
Será que pode ser? Eu o vejo mais tarde!
Quando é que você volta, filho?
Não sei, mas a gente vai se ver. E aí vamos nos divertir a valer.”
São poucos os que podem pensar nessas questões sem sentimento de culpa. E com certeza, os momentos que passamos em companhia dos filhos quando eles estão pequenos são da maior importância. O melhor de tudo, porém, é que em qualquer idade, seja 3 ou 33, sempre podemos exercer uma forte influência em sua vida. Muitos homens começam a ter um bom relacionamento com o pai depois que saem de casa. E seja qual for a fase em que nos encontremos, os elementos de que precisamos para essa convivência continuam os mesmos: tempo e a disposição de aproveitar o momento presente.
Vamos, então, pensar nesses dezoito anos iniciais da vida de nossos filhos, imaginando que a ampulheta, em vez de areia, contém dias. Nesse caso, quando eles nasceram, ela estava com 6.570 dias. Se nosso filho já completou dez anos, já se passaram 3.650 dias. Restam apenas 2.920. Lembremo-nos de que nunca poderemos aumentar esse número, mesmo que tenhamos muito dinheiro, poder ou prestígio.
Rob Parsons é diretor de CARE for the Family e conferencista mundialmente conhecido na área de relacionamento e vida familiar.
Esse artigo foi extraído de seu livro  O Pai 60 Minutos, publicado pela Editora Betânia.

domingo, 25 de junho de 2017

MEIO DO CAMINHO


Chegamos à metade do ano. Valeu a pena? Tudo o que você fez foi suficiente para cumprir os planos do início do ano? Ou já esqueceu do que prometeu a si próprio e aos outros? Você se ajudou? Ajudou sua família, seus amigos? Tornou seu ambiente de trabalho melhor? Organizou suas finanças? Fez a viagem que queria ou concluiu o curso que faltava? Começou a dieta que tanto dizia que faria? Ajudou o próximo não tão próximo? Buscou mais à espiritualidade? Marcou a vida de alguém de forma preciosa? Se não, ainda está em tempo! Não deixe mais um ano findar sem que, em sua vida, hajam decisões e atitudes consistentes! Todos os dias somos desafiados a recomeçar e, para isso, tem-se que ter iniciativa, mente renovada, motivação. Não jogue mais seis meses no vazio! Não fique no meio do caminho. Pelo menos tente... ou tenta outra vez!


Cesário Pinto


Itapajé – CE, 10 de Junho de 2017.   

   

quinta-feira, 15 de junho de 2017

ANJOS HUMANOS


Anos atrás fui a uma prova de concurso público em Sobral, onde tive que pernoitar. Só não fiz algo básico: a reserva em pousada ou hotel. Confiava que, numa cidade do porte da Princesa do Norte, haveriam vagas suficientes quando lá chegasse. Mas não haviam. Cheguei no sábado pela tarde e a prova era domingo de manhã. Todos dormitórios reservados. A cidade lotada de candidatos, vindos de todos cantos, inclusive de fora do Estado; gente chorando, gente que não encontrava mais vaga em lugar nenhum. Era o estresse véspera de prova.

Lembro-me que, logo na primeira pousada que fui - a única que eu tinha o contato - um senhor ali hospedado de pronto resolveu me ajudar. Sua profissão: mágico de festa infantil. Estava de passagem por Sobral. Mas era um mágico que falava o tempo todo sobre Jesus Cristo, um evangelista. Era já fim de tarde e seguimos a pé, pelo centro da cidade, procurando vaga. Não encontramos. Foi muita inexperiência minha.

Naquele dia fiquei apreensivo, mas ainda assim havia paz em mim, até estranhei, depois do episódio. Senti uma segurança interior tão forte e rara que, quando caminhávamos na rua, tive até vontade de rir da situação, andando e pensando: “vou ficar quieto e ver o que Deus vai fazer”. Voltamos então e aquele mágico conseguiu, conversando muito com o proprietário, abrir uma exceção e me alocar na sua pousada. No fim daquele dia abri as Escrituras e caiu nessa passagem: “pois Tu me tens sido alto refúgio e proteção no dia da minha angústia” (Salmo 59:16).

Deus sempre coloca anjos em nossos caminhos; nós é que nem sempre percebemos. Em sua maioria são seres espirituais, mas há também aqueles de carne e osso, anjos humanos, humanos anjos, caminhando contigo na rua, em casa, no trabalho, oferecendo ajuda, despretensiosamente, a quem precisa. É fascinante quando encontramos àqueles a quem Deus usa para o nosso cuidado, mas igualmente é compensador quando nós também nos dispomos a sermos anjos nas mãos do Senhor, em favor de quem carece de auxílio, no momento da precisão.


Cesário Pinto


Itapajé – CE, 07 de Junho de 2017.